02/12/2009

Trouble

Como assim você insiste em fazer essas coisas comigo?! Como assim eu deixo você fazer essas coisas comigo?! O que foi aquela chegada por trás e aquelas mãos em meu quadril? Minha reação? Tentar me livrar dos seus braços e daquela atmosfera quase irresistível. A reação que eu gostaria de ter tido? Dizer sim, continua. Mas… é preciso manter certa, hum, digamos, integridade.

22/11/2009

You’re just a little child

Me deixar levar assim

Por um não futuro certo

Bobagem infantil

Erro certo consumado

Não é nada extra-físico

Vontade passa

Verdade volta

Intensidade fica

Você vai

E eu… ?

15/11/2009

Lilith

Suas dificuldades afetivas nascem do sentimento de não pertencer a lugar nenhum.

 

 

 Mas sua simpatia e seu carisma contagiam todos a seu redor, principalmente os que compartilham seu gosto por viagens e discussões filosóficas.

13/11/2009

Do you wanna just have fun?

Mais uma quinta-feira de Vila Madalena. Mais um dia repleto de divagações, risadas e bobeiras. A noite inteira fora. E agora aqui no trabalho, MORRENDO, absolutamente MORRENDO de sono. Se valeu a pena? Já dizia Fernando Pessoa que tudo vale a pena se a alma não é pequena. Óbvio que me diverti horrores. Rolou até uma cervejada na ECA. E como sempre, queimamos tudo até a última ponta. Mas… não sei se é o sono, mas me sinto estranha. Como se tudo não tivesse passado de uma ilusão, como se todas aquelas pessoas não fossem reais, como se agora eu tivesse despertado de um sonho e ficado sem rumo, sem direção. Não sei. Aquela eterna sensação de incompletude (essa palavra existe mesmo?) que sempre invade o meu ser… Enfim, tenho o dia inteiro pela frente e tudo tá um porre. Instabilidade, euforia, mania.

09/11/2009

Someone

Um sonho perdido entre as divagações que invadem o meu ser 

Uma ânsia febril para encontrá-lo

Um conjunto de sensações incompletas se não o encontro

Uma neblina de confusas inspirações mal sucedidas

Um vazio preenchido por suas contradições

Uma porta aberta anuncia a partida

E tudo volta à patética realidade inventada por mentes com medo de realizar aquilo que habita o imaginário.

28/10/2009

Intense

Sou passageiro e deixo alguns pedaços por onde passo. Quem sabe 1 dia junto todos eles e me estabeleço em algum espaço. Mas por enquanto, eu apenas… passo.

Tudo foi intenso demais e é difícil saber por onde começar a contar. Por enquanto, apenas pequenas doses subjetivas.

19/10/2009

Move on

 I leave here believing more than I had
                                                                                         

  (Eddie Vedder – No Ceiling)
 

No começo parece fácil.Você coloca na cabeça a ideia de sair de um lugar e tenta de todas as maneiras conseguir um lugar novo. Mas aos poucos, percebe o quanto você é importante para as pessoas daquele lugar. E o quanto elas são para você. E tudo fica mais difícil. Porque você quer sair, mas se sair sabe que nunca mais vai voltar. Você passou a sua vida inteira ali e agora quer tomar novos rumos. É preciso seguir em frente. Minha despedida se aproxima. Construí muita coisa ali, conheci pessoas extraordinárias, amadureci. E agora preciso deixar isso para trás, conquistar novos horizontes. Aprenderei novas coisas, conhecerei novas pessoas, terei um novo lugar. Sem nunca esquecer o primeiro, é claro.

16/10/2009

Into the Wild

Chris,

You were a so fucking bright guy. You’d chosen to live your life doing things that you believed. I really admire you. You were (are) a fucking inspiration to me. I hope someday I can be a half of who you were. Thanks for show me how to live. I can feel I’m alive.

With love, GNM

PS. I love you and I hope you’d found what you were looking for. And sorry for my fucking bad english.

01/10/2009

Amores breves de metrô

Pela primeira vez pode presenciar o olhar antes apenas presente em sua mente, que sempre imaginava e imaginava e imaginava: os intrigantes olhos de ressaca de Capitu. Aquele olhar à sua frente traduzia em imagem as palavras já lidas e relidas do livro do Machado. Nenhuma palavra foi dita. Os olhares bastavam-se. Não sei por quanto tempo ficaram ali, comendo-se pelos olhos, mas a sensação do tempo ter parado não foi só minha.

No meio da escuridão da noite – na qual tudo parece ter vida -, seus corpos confundiam-se com o tudo vivo. Já não sabiam quem era quem. Eram o tudo, afinal. O som da banda de garagem tocando jazz misturava-se com os altos e profundos gemidos, sem dar-nos a chance de distinguir o gozo da música. Os sussurros excitantes eram o papo animadíssimo do pessoal sentado na mesa do bar.

Porém nada disso afetava o êxtase daquelas criaturas. Caminhavam com passos desequilibrados, possuíam olheiras e tinham os lábios rosados. Procuravam avidamente um pelo toque do corpo do outro. Qualquer um que reparasse poderia ouvir a respiração daqueles seres envoltos pela mesma atmosfera incomum.

Desceram a escada do metrô e com uma mínima insinuação de que uma mão encontraria a outra, faíscas imperceptíveis aos nossos olhos se espalharam por toda a superfície da pele e dos pêlos arrepiados. A multidão que os acompanhava pelo subterrâneo da cidade acabaram por infiltrar-se entre essas faíscas, que logo se dispersaram em meio ao ar pesado.

O metrô chegou e aqueles olhos de ressaca foram embora. E a vida continuou, e continua, a cada instante, se moldando diante das quase imperceptíveis pequenas escolhas e singulares momentos que fazemos e vivemos a cada respiração. Encontrariam-se novamente para concretizar em carne o prazer tido pela troca de olhares? Não sei. A carne às vezes é menos entorpecente.

20/09/2009

Are you an indigo adult?

Estava no Congresso Saber, um evento para professores, coordenadores, diretores, enfim, relacionado à educação.

Eles sempre tem um estande com vários livros, de várias editoras. Lá estava eu, olhando, entrertida os vários títulos, meio aleatoriamente. Até que um  me chamou bastante atenção, tanto pelo nome diferente (Adultos Índigo), que no momento me soou tão familiar, quanto pela capa, um desenho em espiral.

Peguei o livro em minhas mãos e li a contracapa. Aquilo tudo logo me despertou uma curiosidade imensa. Em certa parte, tinha uma certa lista de características desses tais adultos índigos, algumas delas: “Sempre precisam saber o por quê das coisas, especialmente qdo pedem para eles fazerem algo”; “Podem tanto ser extremamente sensíveis ao ponto de chorarem facilmente ou não demonstrarem sentimento algum”; “Frustração com ou rejeição de estereótipos”; “Desejo de fazer algo que mude e melhore o mundo tolhido por um sentimento de impotência”; “Podem sentir-se desnorteados ao ingressarem na vida adulta”; “Demonstram interesse espiritual muito jovens”; “Têm forte intuição”; “Procuram um sentido à vida, através de religião ou outros métodos alternativos”. E muitas outras características. Logo me espantei. Por quê? Porque me identifiquei com todas. Sim, absolutamente todas.

Depois fiquei um pouco receosa, afinal, aquilo tudo tinha um lance meio sobrenatural. Mas e daí? – pensei coimigo mesma. Eu sempre gostei de assuntos assim mesmo! Foi então que descobri que gostar e acreditar não são sinônimos. Sabia que gostava, mas não tinha  certeza se acreditava,  e pra falar a verdade, ainda tenho reservas quanto a isso.

De qualquer maneira, cada vez o livro me surpreende mais. Nesse momento, apenas uma frase me vêm à cabeça, do filme “Cidade dos Anjos”: algumas coisas são verdadeiras, acredite nelas ou não.

O livro é da Ingrid Cañete.