Was just a dream

“Lunação em Sagitário evoca semanas apropriadas para se divertir, namorar, criar, provar seu valor, aceitar desafios, curtir mais os filhos, inventar algo completamente novo, saborear a liberdade e os voos mais altos do espírito: aproveite!”

Meu horóscopo. Como leonina com ascendente em escorpião que sou, já fiquei toda extasiada com essas palavras. Diversão: sair com os amigos. “Namorar”: encontrar ele. Criar: novas perspectivas. Provar meu valor: não sucumbir aos outros, manter a minha postura e caráter. Aceitar desafios: pode vir quente que eu estou fervendo. Curtir mais os filhos: brincar com meus cachorros, minhas chinchilas e minha gata por horas, absorvendo a positividade que eles emanam. Saborear a liberdade e os voos mais altos do espírito: precisa de mais?! Óbvio que irei aproveitar. E muito, pode ter certeza.

Crazy dream: tive um sonho absolutamente insano com o Che! Estávamos em uma espécie de parque ou sítio, tinha um rio e precisávamos atravessá-lo. Em uma jangada, começamos a atravessar. Nisso, vários animais estranhos passaram por nós e conseguimos nos comunicar com ornitorrincos (!!!). De repente, começou uma correnteza terrível. Nossos amigos ornitorrincos nos salvaram. Chegamos ao outro lado molhados. Totalmente encharcados. Aí a paisagem mudou completamente e estávamos em uma ilha tipo a de Lost. A fumaça negra tinha como companheira uma serpente, que nos ofereceu cumbaiá. Eles nos mostraram uma árvore (!!!) de cumbaiá. Quando fumamos, tudo se dissipou e acordamos em um hotel de frente pra praia. Surreal, né?! O melhor é que o sonho tinha umas cores e imagens bem psicodélicas, como se estivéssemos sob o efeito de ácido. Definitivamente, quero mais sonhos assim!

PS.: Os momentos, mais, digamos, “quentes” do sonho foram omitidos por motivos óbvios. Chezito, seu lindo!

XO @gnmassonetto

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Trouble

Como assim você insiste em fazer essas coisas comigo?! Como assim eu deixo você fazer essas coisas comigo?! O que foi aquela chegada por trás e aquelas mãos em meu quadril? Minha reação? Tentar me livrar dos seus braços e daquela atmosfera quase irresistível. A reação que eu gostaria de ter tido? Dizer sim, continua. Mas… é preciso manter certa, hum, digamos, integridade.

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You’re just a little child

Me deixar levar assim

Por um não futuro certo

Bobagem infantil

Erro certo consumado

Não é nada extra-físico

Vontade passa

Verdade volta

Intensidade fica

Você vai

E eu… ?

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Lilith

Suas dificuldades afetivas nascem do sentimento de não pertencer a lugar nenhum.

 

 

 Mas sua simpatia e seu carisma contagiam todos a seu redor, principalmente os que compartilham seu gosto por viagens e discussões filosóficas.

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Do you wanna just have fun?

Mais uma quinta-feira de Vila Madalena. Mais um dia repleto de divagações, risadas e bobeiras. A noite inteira fora. E agora aqui no trabalho, MORRENDO, absolutamente MORRENDO de sono. Se valeu a pena? Já dizia Fernando Pessoa que tudo vale a pena se a alma não é pequena. Óbvio que me diverti horrores. Rolou até uma cervejada na ECA. E como sempre, queimamos tudo até a última ponta. Mas… não sei se é o sono, mas me sinto estranha. Como se tudo não tivesse passado de uma ilusão, como se todas aquelas pessoas não fossem reais, como se agora eu tivesse despertado de um sonho e ficado sem rumo, sem direção. Não sei. Aquela eterna sensação de incompletude (essa palavra existe mesmo?) que sempre invade o meu ser… Enfim, tenho o dia inteiro pela frente e tudo tá um porre. Instabilidade, euforia, mania.

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Someone

Um sonho perdido entre as divagações que invadem o meu ser 

Uma ânsia febril para encontrá-lo

Um conjunto de sensações incompletas se não o encontro

Uma neblina de confusas inspirações mal sucedidas

Um vazio preenchido por suas contradições

Uma porta aberta anuncia a partida

E tudo volta à patética realidade inventada por mentes com medo de realizar aquilo que habita o imaginário.

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Intense

Sou passageiro e deixo alguns pedaços por onde passo. Quem sabe 1 dia junto todos eles e me estabeleço em algum espaço. Mas por enquanto, eu apenas… passo.

Tudo foi intenso demais e é difícil saber por onde começar a contar. Por enquanto, apenas pequenas doses subjetivas.

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Move on

 I leave here believing more than I had
                                                                                         

  (Eddie Vedder – No Ceiling)
 

No começo parece fácil.Você coloca na cabeça a ideia de sair de um lugar e tenta de todas as maneiras conseguir um lugar novo. Mas aos poucos, percebe o quanto você é importante para as pessoas daquele lugar. E o quanto elas são para você. E tudo fica mais difícil. Porque você quer sair, mas se sair sabe que nunca mais vai voltar. Você passou a sua vida inteira ali e agora quer tomar novos rumos. É preciso seguir em frente. Minha despedida se aproxima. Construí muita coisa ali, conheci pessoas extraordinárias, amadureci. E agora preciso deixar isso para trás, conquistar novos horizontes. Aprenderei novas coisas, conhecerei novas pessoas, terei um novo lugar. Sem nunca esquecer o primeiro, é claro.

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Into the Wild

Chris,

You were a so fucking bright guy. You’d chosen to live your life doing things that you believed. I really admire you. You were (are) a fucking inspiration to me. I hope someday I can be a half of who you were. Thanks for show me how to live. I can feel I’m alive.

With love, GNM

PS. I love you and I hope you’d found what you were looking for. And sorry for my fucking bad english.

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Amores breves de metrô

Pela primeira vez pode presenciar o olhar antes apenas presente em sua mente, que sempre imaginava e imaginava e imaginava: os intrigantes olhos de ressaca de Capitu. Aquele olhar à sua frente traduzia em imagem as palavras já lidas e relidas do livro do Machado. Nenhuma palavra foi dita. Os olhares bastavam-se. Não sei por quanto tempo ficaram ali, comendo-se pelos olhos, mas a sensação do tempo ter parado não foi só minha.

No meio da escuridão da noite – na qual tudo parece ter vida -, seus corpos confundiam-se com o tudo vivo. Já não sabiam quem era quem. Eram o tudo, afinal. O som da banda de garagem tocando jazz misturava-se com os altos e profundos gemidos, sem dar-nos a chance de distinguir o gozo da música. Os sussurros excitantes eram o papo animadíssimo do pessoal sentado na mesa do bar.

Porém nada disso afetava o êxtase daquelas criaturas. Caminhavam com passos desequilibrados, possuíam olheiras e tinham os lábios rosados. Procuravam avidamente um pelo toque do corpo do outro. Qualquer um que reparasse poderia ouvir a respiração daqueles seres envoltos pela mesma atmosfera incomum.

Desceram a escada do metrô e com uma mínima insinuação de que uma mão encontraria a outra, faíscas imperceptíveis aos nossos olhos se espalharam por toda a superfície da pele e dos pêlos arrepiados. A multidão que os acompanhava pelo subterrâneo da cidade acabaram por infiltrar-se entre essas faíscas, que logo se dispersaram em meio ao ar pesado.

O metrô chegou e aqueles olhos de ressaca foram embora. E a vida continuou, e continua, a cada instante, se moldando diante das quase imperceptíveis pequenas escolhas e singulares momentos que fazemos e vivemos a cada respiração. Encontrariam-se novamente para concretizar em carne o prazer tido pela troca de olhares? Não sei. A carne às vezes é menos entorpecente.

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